Série Dogmas - Maria, Mãe de Deus

May 3, 2016

 

“Desde toda a eternidade, Deus escolheu, para ser a Mãe de Seu Filho, uma filha de Israel, uma jovem judia de Nazaré na Galileia, “uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de Davi, e o nome da virgem era Maria” (Lc 1, 26-27).” (Catecismo da Igreja Católica, nº 488)

 

Adentramos o mês de maio, mês dedicado á devoções Marianas. Que tal acompanhar conosco uma série de formações sobre os dogmas marianos? Você os conhece?

 

O termo “dogma” provém da língua grega, “dogma”, que significa “opinião” e “decisão”. No Novo Testamento, é empregado no sentido de decisão comum sobre uma questão, tomada pelos apóstolos (cf. At. 15,28). Os Padres da Igreja, antigos escritores eclesiásticos, usavam dogma para designar o conjunto dos ensinamentos e das normas de Jesus e também uma decisão da Igreja.

 

Definidos pelo magistério da Igreja de maneira clara e definitiva, os dogmas são verdades de fé, contidas na Bíblia e na Tradição. “O magistério da Igreja empenha plenamente a autoridade que recebeu de Cristo, quando define dogmas, isto é, quando, utilizando uma forma que obriga o povo cristão a uma adesão irrevogável de fé, propõe verdades contidas na Revelação divina ou verdades que com estas têm uma conexão necessária” (Catecismo da Igreja Católica, nº 88).

 

Na Igreja os dogmas são importantes, porque ajudam os cristãos a se manterem fiéis na fé genuína do cristianismo. “Os dogmas são como placas que indicam o caminho de nossa fé. Foram criados para ajudar  a se manter no rumo do Santuário vivo, que é Jesus” (CNBB  Com Maria, rumo ao novo milênio. pág. 81). "Os dogmas são luzes no caminho de nossa fé, que o iluminam e tornam seguro" (Catecismo da Igreja Católica, nº89).

 

Na Igreja Católica Romana, um dogma é uma verdade de fé, absoluta, definitiva, imutável, infalível, inquestionável e absolutamente segura sobre a qual não pode pairar nenhuma dúvida. Uma vez proclamado solenemente, nenhum dogma pode ser revogado ou negado, nem mesmo pelo Papa ou por decisão conciliar. Por isso, os dogmas constituem a base inalterável de toda a Doutrina católica.

 

Os dogmas têm estas características porque os católicos romanos confiam que um dogma é uma verdade que está contida, implícita ou explicitamente, na imutável revelação divina ou que tem com ela uma "conexão necessária" . Para que estas verdades se tornem em dogmas, elas precisam ser propostas pela Igreja Católica diretamente à sua fé e à sua doutrina, através de uma definição solene e infalível pelo Supremo Magistério da Igreja (Papa ou Concílio ecumênico com o Papa ) e do posterior ensinamento destas pelo Magistério ordinário da Igreja.

 

Os dogmas Marianos manifestam a importância que a Igreja dá a Maria, a Mãe de Jesus Cristo. Os dogmas marianos glorificam Maria. Ela é contemplada em sua obediência, simplicidade, testemunho...Em toda a longa tradição cristã, os dogmas marianos concentram nossa atenção na glória de Deus que brilha sobre a mãe de Cristo.

 

Os dogmas que fazem referência à Virgem Maria são quatro:

 

1. A Maternidade Divina: Maria é a Mãe de Deus ("Theotokos") - Mãe de Jesus homem e Jesus Deus;

2. Virgindade Perpétua: Maria é sempre virgem: antes, durante e depois do parto;

3. A Imaculada Conceição: Maria foi concebida sem pecado original;

4. A Assunção: Maria foi assunta aos céus em corpo e alma.

 

Nesta primeira formação vamos tratar a respeito da Maternidade Divina. 

 

Quando proclamamos “Maria, mãe de Deus”, estamos dizendo, conforme o dogma, que ela é a mãe do Filho de Deus encarnado. Maria não se tornou uma deusa, nem entrou na Trindade. Mas, como Deus se comunica conosco através de Jesus e do seu Espírito, a maternidade de Maria diz respeito a cada pessoa divina na Trindade.


Maria é verdadeiramente Mãe do Deus encarnado, Jesus Cristo. Já nos primeiros três séculos, os Padres da Igreja utilizaram as definições Mater Dei (em latim) ou Theotókos (em grego), que significam Mãe de Deus. Essa doutrina foi definida dogmaticamente pelo Terceiro Concílio Ecumênico, realizado em Éfeso, em 431.

Sendo Jesus plenamente homem e plenamente Deus, Maria foi Mãe deste Deus feito homem, que é Jesus; assim, Maria é Mãe de Deus. É uma realidade que dá fundamento a todas as outras. É uma verdade, em primeiro lugar, sobre Cristo, pois é preciso afirmar que Jesus é verdadeiramente Deus para que possamos falar que Maria é Mãe de Deus.

 

Maria é Mãe de Deus, porque, por obra do Espírito Santo, concebeu no seu seio virginal e deu ao mundo Jesus Cristo, o Filho de Deus, consubstancial ao Pai.  Ele, ao nascer da Virgem Maria, tornou-se verdadeiramente um de nós, fez-se homem.

 

Lucas, o Evangelista mariano, procurou contar em palavras humanas o momento estupendo e inefável da Encarnação de Deus no seio de Maria. O dogma da maternidade divina de Maria está estreitamente ligado ao dogma da Encarnação do Filho de Deus. A partir daquele momento, o mistério e a missão de Cristo une-se para sempre ao mistério e à missão da menina Maria. O mistério e a missão de Maria, porém, só têm sentido no mistério e na missão de seu Filho. Jesus, autor da Graça, toma carne daquela que Ele plenificará de Graça já antes da Anunciação.

 

Acreditamos que, quanto mais nos assemelhamos a Maria, mais temos condição de viver em união com Cristo. Essa é nossa experiência, como salienta São Luís Maria de Montfort: Maria é o caminho mais próximo, direto e imediato para encontrar-se com Jesus.

 

Na prática, quando as pessoas chegam à intimidade com Maria, não se dirigem a Ela por Ela mesma, mas para que possam chegar a Jesus. Pelo amor a Maria, pela vinculação a Ela, chegam a uma vinculação mais profunda e perfeita com Jesus. Porque imitar as atitudes e virtudes de Maria é fazer o que todo o cristão deve fazer, já que Ela foi pessoa mais próxima de Jesus, que mais aprendeu d'Ele.

 

Filha predileta de Deus Pai, esposa do Espírito Santo, discípula e educadora de Deus Filho. Tudo se baseia no "sim". Que possamos ter Maria como exemplo, e abraçar a missão que o Criador destinou a nós na redenção de cada homem. Amém.

 

 

 

                                                                                                    Joana Ariel

                                                                           Missionária da Comunidade Aliança de Cristo Rei

 

Referências de pesquisa:

http://www.bibliacatolica.com.br/blog/os-dogmas-marianos/

http://www.afecatolica.com/products/os-4-dogmas-marianos/

http://cleofas.com.br/dogmas-marianos-parte-1/

 

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